Esta seção foi criada com a finalidade de desmascarar e divulgar crimes do MST e outras quadrilhas semelhantes.
Terça-feira, 24 de Agosto de 2004
Rede educacional controlada pelo MST é bomba de tempo
A capacidade que o MST demonstrou para suplantar uma função estatal, ao se valer das instituições educativas vigentes, é uma ameaça a médio e longo prazos contra a própria existência do Estado brasileiro.
Patrocinada pela UNESCO, pela UNICEF e por outras entidades nacionais e internacionais, foi realizada em Luziânia (Brasil), no início de agosto, a II Conferência sobre Educação no Campo. Perante cerca de mil participantes, o dirigente do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST) brasileiro, João Pedro Stédile, recordando um discurso de Fidel Castro, afirmou que a “libertação do povo não se faz com fuzis, mas com lápis e caderno”.
É claro que, durante seus vários anos de militância, supostamente para forçar a reforma agrária, o MST se consolidou como uma força paralela de poder. No evento, se informou que desde 1987, quando o MST criou um setor específico para tratar de educação e até agora, conseguiu controlar 1800 escolas primárias e secundárias, nas quais estudam atualmente mais de 160.000 alunos, localizadas nos assentamentos agrícolas e nos acampamentos de terras invadidas. Além disso, também têm jardins de infância, escolas técnicas, e conseguiram firmar convênios com universidades, para cursos superiores. No total, o MST tem a seu serviço mais de 4.000 professores, todos literalmente treinados na ideologia do movimento que se resume na máxima do movimento: “pedagogia da terra”.
O inspirador do programa educacional do MST é o famoso pedagogo Paulo Freire, que trabalhou na África como enviado do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), se consagrando com a promoção do pragmatismo bucólico e com a ideologia do tribalismo contra as idéias centrais de progresso em todos os campos. O CMI, vinculado à Igreja Anglicana e à oligarquia britânica, e também Freire tiveram papel crucial na formação dos dirigentes que encabeçaram grande parte dos movimentos de libertação dos países africanos; não obstante, por sua formação distorcida, foram também responsáveis por desencadear as guerras tribais que ainda ensangüentam aquele sofrido continente.
A pobreza dos conceitos pedagógicos de Freire se evidencia naqueles básicos que orientam o MST, como a idéia de “educação para o trabalho e pelo trabalho”, muito semelhante à chamada reforma curricular posta em prática a partir dos anos 70 pelos círculos do poder mundial, e que acabou com o que restava de conteúdo clássico na educação.
Outra herança de Freire é a idéia do “vínculo orgânico entre processos educativos e processos políticos”, que não é senão a idéia de usar a educação para criar uma massa de militantes, nesse caso uma estrutura de crenças baseada no apego à terra física – não à Pátria – e na “luta de classes”.
A influência conquistada pelo MST se evidencia entre outras coisas na decisão que tomou o Estado do Rio Grande do Sul em 1996, ao aprovar um Conselho Estadual de Educação de Escola Itinerante – i.é, aonde forem os acampamentos em terras invadidas pelo MST, irão as escolas. Por outro lado, os participantes que conseguem ter um pedaço de terra graças às ações do movimento, ou mediante invasões de terras ou por outros meios, nunca dele se desvinculam, criando-lhes e fomentando uma identidade de ser um “sem-terra”.
Por fim, mediante o controle dos assentamentos de agricultores pobres, e através de sua rede educacional, o MST consolidou um enorme grupo social que se considera segregado do restante do país, com normas próprias e crenças exclusivas.
É evidente que o debilitamento da intervenção do Estado em um dos pilares que o sustentam, a educação universal, abriu caminho para que o vácuo fosse preenchido, em número e conteúdo, pelo MST e as “multidões” que comanda. A capacidade que o MST demonstrou para suplantar uma função estatal, criando um sistema próprio de educação, ao se valer das instituições educativas vigentes, como a Secretaria de Educação e outras, é uma ameaça a médio e longo prazos contra a própria existência do Estado brasileiro.